Uma onça atropelada na rodovia, baleias assassinadas em alto mar, um cão
faminto ou maltratado na cidade árida, rodeios, desmatamento descontrolado,
poluição gerada por indústrias, alimentos envenenados por agrotóxicos,
indústria farmacêutica comprometida com seus próprios lucros acima do
comprometimento com a saúde. Sim, quero falar da ação da Luz em nosso planeta,
mas não posso fechar meus olhos ao que acontece. Temos, sim, muitas razões para
tristeza no que diz respeito à relação do humano com a natureza. E outras
tantas tristezas observando as relações entre os humanos. Mas meu coração
insiste em acreditar que caminhamos para a Luz, que um dia penetrou o caos e
deu início à criação. Caminhamos no sentido da reconexão com essa Luz, que
jamais esteve ausente ou distante. Apenas nos desconectamos sob os véus –
tirem-se os véus e lá estará, como sempre esteve, nossa essência consciente da
Luz.
Escolho entender que somos crianças em evolução, aprendendo noções de
respeito, de cosmoética. Alguns, com mais facilidade de compreensão, voltam-se
antes ao bem coletivo; outros, com dificuldades de entendimento e ainda muito
apegados à ilusão, continuam alimentando o egoísmo que se manifesta de muitas
formas. Precisamos dos otimistas. Precisamos ainda mais dos dispostos a efetivamente
agir para gerar mudanças – seja despertando as pessoas, seja sacudindo estruturas sociais cristalizadas. Acredito no poder das palavras em
muitos níveis. E mais ainda acredito no poder do exemplo!
Vale a pena acreditar?
Não sei de quanto tempo dispomos para realizar o que é preciso. E tempo
é outra questão a ser abordada com cuidado. Nem sei listar exatamente ‘tudo’ o
que é preciso. O que sei é que a humanidade tem urgência. Porque está carente.
De amor, de visão, de afeto, de fé, de espiritualidade. De transparência, de
honestidade, de confiança. E de comida, de água, de saúde.
Posicionar-se diante dessas realidades é uma escolha. Ou não.
Quais evidências apontam que vale a pena agir em prol da materialização
de um mundo justo, economicamente equilibrado e habitado por seres saudáveis e
felizes em todos os reinos da natureza?
Eu percebo que a consciência desperta em etapas. Então, um dia... tóim! Depois
outro tóim e mais outro. Um dia uma pessoa desperta num estágio, outra pessoa
em outro estágio, e assim vai acontecendo. A teoria do centésimo macaco ilustra
bem uma parte do processo.
Se nos calarmos, se nos omitirmos por pensar que não vale a pena SER o
que acreditamos porque muitos apenas continuam ceguinhos, surdinhos e mudinhos,
aí não acontecerá nada de bom mesmo! Que as instituições formais estão
desmoronando, é fato. Não será, então, o momento de trazer algo novo e
verdadeiramente verdadeiro (bem verdadeiro... rsrs)?
Mais ação, menos julgamento
Atacar o que está ruim ou que já não serve é válido. Aponta. Desperta. Mas
precisamos também de ousadia, de ideias, de coragem, de atitude. E precisamos
de tudo isso temperado com amor. E aí cada um enxergará a proporção de luz que
seus olhos suportarem.
Let it be! Eu procuro controlar meus julgamentos. Já fui extremamente
crítica da conduta alheia e pego bem mais leve hoje e cuido da minha própria
conduta. Quem pode e deseja, segue os exemplos do bem que estão por aí. São
muitos!
Ninguém é obrigado a nada. Isso também é lindo. Respeito. Ética. Cada um
no seu passo, no compasso da sua própria canção. Nada errado nem certo. Apenas
resultados de escolhas.
Não acredito que as manifestações – Estados Unidos,
Egito, Síria, Brasil e outros países – sejam fruto de uma sensatez
milagrosamente aflorada. Acredito que o despertar está acontecendo na
humanidade e que um pouco de coragem invadiu alguns corações, talvez até como
fruto da movimentação da kundalini da Terra. Se isso continuar a se expandir
teremos, talvez, não uma mudança radical, do "tudo ruim" para o
"tudo perfeito", mas bons e sólidos primeiros passos, em estágios, ou
por setores.
A manipulação política, religiosa, financeira e da mídia acontece em
todo o planeta - não é internacional simplesmente, é planetária. E quanto mais
pessoas forem informadas e esclarecidas sobre isso, mais aumentam nossas
chances de chegarmos à tão sonhada massa crítica.
Então, ainda confio que bons caminhos são falar, mostrar,
despertar, ensinar, ser... Como eu disse antes, há 25 anos esses assuntos eram
muito mais restritos, até desconhecidos da maioria. Hoje, ainda que seja para
criticar ou discordar, muito mais pessoas ao menos já ouviram falar. E em algum
momento elas vão desejar aprofundar o conhecimento para elaborar argumentação.
E aí, viva! Vão descobrir até onde vai a toca do coelho. Cada um no seu próprio
tempo.

Para pesquisar e aprofundar os temas abordados neste texto,
sugerimos que visite nosso canal no YouTube:
http://www.youtube.com/user/ElaineFMartins
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